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Histórias Verdadeiras de Porto Covo
Estas histórias não foram escritas para decorar um lugar.Foram escritas para o lembrar. Porto Covo não nasceu para ser visitado. Nasceu para ser vivido. Antes dos mapas, dos roteiros e das fotografias, houve gente. Gente que saiu para o mar sem garantias, que ficou à espera sem certezas, que trocou o que tinha para que ninguém ficasse sem nada.
Aqui, cada casa guardou vozes. Cada muro ouviu conversas.
@lugardeportocovo
13 de dez. de 20251 min de leitura


O Mar de Porto Covo Não Esquece
Em Porto Covo, o mar nunca foi apenas horizonte. Foi memória. Foi trabalho. Foi ausência. Foi regresso. Tudo o que aqui se viveu passou, de alguma forma, por ele.
O mar guarda nomes que já ninguém escreve. Guarda barcos que não voltaram, vozes que se perderam no vento, gestos repetidos durante gerações. Quem nasceu aqui aprende cedo que o mar não precisa de lembrar em voz alta. Lembra à sua maneira.
Há dias em que está liso, quase imóvel. Noutros, levanta-se sem aviso.
@lugardeportocovo
13 de dez. de 20251 min de leitura


Casas Vendidas, Vidas Mudadas
Quando Porto Covo começou a mudar, não foi de um dia para o outro. Primeiro vieram os curiosos. Depois, os veraneantes. Mais tarde, chegaram os compradores. Casas antigas, herdadas de pais e avós, passaram a ter preço.
Para muitas famílias, vender não foi escolha — foi necessidade. O dinheiro fazia falta, os filhos já tinham partido, a manutenção era pesada. Assinava-se o papel com a sensação estranha de estar a fechar uma porta que sempre esteve aberta.
Alguns ficaram.
@lugardeportocovo
13 de dez. de 20251 min de leitura


PORTO COVO ANTES DOS POSTAIS
Antes de ser fotografado, o porto de Porto Covo era usado. Não era cenário, era ferramenta. Não cheirava a protetor solar nem a férias - cheirava a peixe, a gasóleo, a algas secas ao sol.
As redes estavam espalhadas pelo chão, remendadas ali mesmo, com mãos rápidas e conversas curtas. Os barcos tinham a pintura gasta, nomes desbotados, histórias riscadas no casco. Cada um trazia marcas de encalhes, de tempestades, de regressos difíceis.
O silêncio bonito de hoje não existia
@lugardeportocovo
13 de dez. de 20251 min de leitura


Salvar Vidas com Cordas nos Pecadores de Porto Covo
Antes de existirem equipas de salvamento, botes rápidos ou comunicações por rádio, em Porto Covo havia apenas homens, cordas e coragem. Quando um barco ficava encalhado nas rochas, não havia tempo para pensar muito.
Alguém gritava. Outros corriam. As cordas apareciam quase por instinto.
Formavam-se cadeias humanas na arriba, pés enterrados na terra, mãos presas umas às outras. Uma ponta da corda seguia para o mar, lançada contra o vento e a espuma. Do outro lado, alguém
@lugardeportocovo
13 de dez. de 20251 min de leitura


trocas Diretas: Peixe por Pão
Houve anos em que o dinheiro quase não circulava em Porto Covo. Não porque não houvesse trabalho, mas porque o pouco que entrava não chegava para tudo. Nessas alturas, voltou-se ao essencial.
O peixe saía do mar e ia direto para as mãos certas. À porta de casa, trocava-se peixe por pão, por farinha, por azeite, por batatas. Não havia contas escritas. Havia confiança.
Cada um sabia o valor do que trazia. Um robalo bom podia garantir farinha para a semana.
@lugardeportocovo
13 de dez. de 20251 min de leitura


O Dia em que Ninguém Saiu para o Mar em Porto Covo
Nessa manhã, o mar parecia normal. Não havia ondas grandes, nem vento forte, nem céu carregado. Para quem vinha de fora, era dia de pesca como tantos outros.
Mas ninguém saiu.
Um homem velho, sentado no banco do porto desde cedo, olhou o horizonte durante muito tempo. Não falou logo. Quando finalmente disse — “Hoje não” — não levantou a voz nem explicou porquê.
Bastou.
Os motores ficaram desligados. As redes não foram lançadas. Um a um, os homens recolheram-se, sem di
@lugardeportocovo
13 de dez. de 20251 min de leitura


A Campanha que Nunca Acabou em porto covo
Durante décadas, homens de Porto Covo partiram para campanhas longas de pesca do atum. Não eram viagens de dias. Eram meses no mar, longe da costa, longe da família, longe de tudo o que fosse terra firme. A partida era sempre cedo. Poucas palavras, um abraço rápido, olhos que evitavam promessas. Sabia-se quando se ia, mas nunca se tinha a certeza de quando — ou como — se voltava. No mar, o trabalho era duro e repetitivo. Sol forte, noites mal dormidas, corpos cansados. Havia
@lugardeportocovo
13 de dez. de 20251 min de leitura


Aprender a Nadar Antes de Aprender a Ler em Porto Covo
Em Porto Covo, durante muito tempo, o mar veio antes da escola. Não por escolha, mas por necessidade. Havia crianças que ainda não sabiam juntar letras e já sabiam ler a cor da água, o vento na pele, a força da vaga.
Aprendia-se a nadar cedo. Muito cedo. Às vezes empurrados, às vezes puxados pela mão, quase sempre com medo. Não era um desporto, era uma questão de sobrevivência. Quem vivia junto ao porto ou às praias crescia entre barcos, redes e marés.
@lugardeportocovo
13 de dez. de 20251 min de leitura


Quando o Barco Voltou Sem Ninguém em Porto Covo
sto aconteceu mesmo.Ainda hoje se fala nisso em voz baixa.
Numa manhã cedo, o mar estava estranhamente calmo. Não era dia de festa nem de boa pesca, mas também não havia sinal de tempestade. O primeiro homem a chegar ao pequeno porto reparou logo: um barco aproximava-se devagar, quase à deriva.
Não vinha ninguém a bordo.
@lugardeportocovo
13 de dez. de 20251 min de leitura


as histórias das suas gentes
O coração verdadeiro de Porto Covo: as histórias das suas gentes. Por mais belas que sejam as praias ou por mais antigo que seja o forte, nada bate uma boa história contada à sombra de um muro branco, por alguém com sal no cabelo e tempo no olhar.
Estas histórias circulam pela vila, passadas de boca em boca, à moda antiga. Algumas são reais, outras são “reais o suficiente” para quem vive lá. Aqui vão algumas das mais deliciosas
@lugardeportocovo
13 de dez. de 20253 min de leitura


Os Olhos na Falésia de Porto Covo
Antes de haver telemóveis, radares ou previsões certas, em Porto Covo havia olhos. Olhos atentos, treinados pelo tempo e pela necessidade. Eram quase sempre de mulheres.
Todos os dias, sobretudo no inverno, elas subiam às falésias. Não iam conversar nem passear. Iam ver o mar. Sabiam a hora aproximada do regresso dos barcos, mas o mar nunca respeitou horários.
Cada mulher conhecia o barco que esperava. Não pelo nome pintado no casco — mas pela forma como ele cortava a á
@lugardeportocovo
13 de dez. de 20252 min de leitura


Curiosidades de Porto Covo
A música que pôs Porto Covo no mapa
A canção “Porto Covo” de Rui Veloso, lançada em 1986, transformou a vila numa espécie de refúgio poético. A música, com a sua melodia nostálgica, fala de um amor de verão e da tranquilidade do local:
“Foi por amor que aqui vim pararÀ ilha do Pessegueiro…”
Desde então, milhares de portugueses fizeram as malas e foram ver com os próprios olhos esse lugar "de onde se vê o mar".
@lugardeportocovo
13 de dez. de 20253 min de leitura


Porto Covo: Um pouco da História de um lugar à beira-mar
Porto covo de sempre
Porto Covo é o exemplo vivo de como uma aldeia pequena pode ter uma história grandiosa: desde vestígios romanos à resistência contra piratas, passando por um planeamento urbano
e uma resistência admirável à pressão do turismo de massas.
É um lugar onde o tempo parece andar mais devagar, e onde as histórias se contam com os pés na areia e os olhos no mar.
@lugardeportocovo
13 de dez. de 20254 min de leitura


Pizzaria La bella Vita
A Pizzaria La Bella Vita, em Porto Covo s pizzas têm base fina, estaladiça, com combinações clássicas e outras mais ousadas, todas bem servidas e preparadas com ingredientes frescos. As massas são generosas, reconfortantes, e revelam aquele toque caseiro que consola depois de um dia de praia.
@lugardeportocovo
6 de dez. de 20251 min de leitura


Wine Bar Abranda
O Abranda é uma das surpresas mais felizes de Porto Covo: um wine bar onde o tempo se estica e o ambiente convida a ficar. Instalado num espaço acolhedor, com luz quente e detalhes bem pensados
@lugardeportocovo
6 de dez. de 20251 min de leitura


O melhor de Sines
O melhor de Sines
Sines é uma cidade onde o mar tem voz antiga. Chego sempre pela estrada alta, onde o castelo surge como sentinela e o Atlântico se abre em azul infinito. Nas ruas do centro histórico, sinto o cheiro a sal misturado com histórias de navegadores - como se Vasco da Gama ainda caminhasse pelas calçadas gastas pelo tempo.
@lugardeportocovo
25 de nov. de 20253 min de leitura


Lamelas
É um dos clássicos do lugar de Porto Covo.
Restaurante tradicional no centro de Porto Covo, com foco em cozinha portuguesa e peixe fresco. Ambiente simples, acolhedor e autêntico, ideal para quem quer comer bem sem sofisticar demasiado.
@lugardeportocovo
23 de nov. de 20251 min de leitura


MiraMar
Restaurante com excelente localização junto à baía de Porto Covo, onde o mar faz parte da refeição. Cozinha de peixe e marisco, com algumas comidinhas de tacho. O ambiente é descontraido.
Destaques: vista super bonita numa esplanada unica, Para pedir “migas” de marisco, peixe fresco.
Observações úteis: Reservas recomendadas, especialmente para esplanada com vista.
📍 Morada: Rua Cândido da Silva N58, 7520-437 Porto Covo. Portal da Freguesia V3 - Website
🚗 Distância e
@lugardeportocovo
23 de nov. de 20251 min de leitura


Zé Inácio
É um dos clássicos do lugar de Porto Covo.
Restaurante tradicional no centro de Porto Covo, com foco em cozinha portuguesa e peixe fresco. Ambiente simples, acolhedor e autêntico, ideal para quem quer comer bem sem sofisticar demasiado.
@lugardeportocovo
23 de nov. de 20251 min de leitura
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