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Curiosidades de Porto Covo

  • @lugardeportocovo
  • 13 de dez. de 2025
  • 3 min de leitura


A música que pôs Porto Covo no mapa

A canção “Porto Covo” de Rui Veloso, lançada em 1986, transformou a vila numa espécie de refúgio poético. A música, com a sua melodia nostálgica, fala de um amor de verão e da tranquilidade do local:

“Foi por amor que aqui vim pararÀ ilha do Pessegueiro…”

Desde então, milhares de portugueses fizeram as malas e foram ver com os próprios olhos esse lugar "de onde se vê o mar".

A Ilha do Pessegueiro… não tem pessegueiros!

Apesar do nome, não há nem nunca houve pessegueiros na ilha. O nome provavelmente deriva de "Pessegueiro" como corruptela de "Pessegueira", uma palavra antiga que pode referir-se a armadilhas ou estruturas de pesca. Outra teoria é que o nome evoluiu do latim "Piscatorius", ligado à pesca.

A ilha já teve ocupação militar e até um pequeno povoado romano com tanques de salga de peixe.

Um porto nunca acabado

O Forte da Ilha do Pessegueiro e o Forte na costa foram construídos no século XVI com o plano ambicioso de criar um porto artificial entre a ilha e o continente, ligado por um molhe. Mas... nunca foi terminado. Problemas técnicos, tempestades e falta de verbas enterraram o sonho.

Hoje, os restos desse molhe são visíveis, especialmente em maré baixa, como um monumento ao “quase”.

Covos: engenhos engenhosos

O nome "Porto Covo" refere-se aos covos, que são pequenas armadilhas em forma de gaiola usadas para capturar polvo. Tradicionalmente feitos com vime, hoje são de rede metálica ou plástico. Ainda são largamente usados pelos pescadores locais e fazem parte do dia-a-dia da vila.

Urbanismo à Pombalina

A aldeia tem uma organização urbanística rara para uma povoação tão pequena: ruas retas, perpendiculares, e uma praça central em estilo pombalino — tudo pensado ao pormenor no século XVIII. Foi uma das primeiras vilas no sul do país a seguir este modelo “moderno” depois do terramoto de 1755.

Lendas de tesouros escondidos

Corre entre os mais velhos que piratas mouros esconderam tesouros na costa, especialmente nas grutas entre Porto Covo e Vila Nova de Milfontes. Diz-se que em noites de tempestade, os mais corajosos ouvem sussurros vindos das falésias — vozes dos antigos corsários à procura das suas riquezas perdidas.

Será? Quem sabe... 😏

As lapas, as marés e os segredos das rochas

Os habitantes locais sabem ler as marés e as rochas como se fossem livros abertos. Há pontos específicos entre as praias onde se apanha marisco à mão, como lapas, mexilhões e percebes — mas só quem é da terra sabe os horários certos e os esconderijos ideais.

Polvo: o rei da mesa

Se há um prato que define Porto Covo, é o polvo à lagareiro ou o polvo guisado. Mas atenção: cada família tem o seu “segredo” para amaciar o polvo — uns batem-no contra as rochas, outros congelam-no antes de o cozinhar. E há quem diga que só fica bom com uma folha de louro apanhada “na serra de São Domingos”.

O sussurro do vento nas falésias

Alguns pescadores juram que nas noites de nevoeiro fechado, dá para ouvir o "canto de uma mulher" vindo do mar. Uns dizem que é sereia, outros dizem que é o vento a brincar. A lenda diz que é o espírito de uma mulher que esperava o marido pescador, desaparecido no mar, e que continua a chamá-lo nas noites de bruma.

Sabão, peixe e cheiro a mar

Antigamente, havia quem lavasse roupa nos poços de água doce junto ao mar, com sabão azul e branco, enquanto os homens iam para o mar pescar. O cheiro característico da aldeia misturava peixe seco, sal e sabão. Hoje, esse aroma nostálgico ainda se sente em certos cantinhos de Porto Covo.

o ritmo do tempo

Uma curiosidade não dita, mas sentida: o tempo em Porto Covo anda mais devagar. Pergunta a qualquer visitante, e ele vai dizer: "Aqui o tempo estica-se, como uma rede ao sol."

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